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UNA-SUS abre matrículas para curso sobre coinfecção TB-HIV

  • Terça, 14 Março 2017 17:15

Estão abertas as inscrições para a nova turma do curso online Manejo da Coinfecção TB-HIV. A qualificação tem como objetivo capacitar profissionais de saúde para o atendimento integral das pessoas coinfectadas por tuberculose e HIV/aids. O lançamento traz uma novidade: a incorporação dos conteúdos da capacitação sobre “Organização de Serviços para atendimento de pessoas coinfectadas por TB-HIV”, que antes era ofertada separadamente.

 

O acesso é imediato e também é livre aos demais interessados no tema. A iniciativa é fruto da parceria entre a Secretaria Executiva da Universidade Aberta do SUS (SE/UNA-SUS) e Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS). Com a unificação, a carga horária foi alterada de 45 para 60 horas. Em ofertas anteriores, as qualificações somaram quase 16 mil matrículas.

As matrículas podem ser realizadas até 21 de maio aqui.

Segundo a enfermeira Olga Rodrigues, uma das responsáveis pelo conteúdo do curso, a nova oferta está mais completa. “Esperamos que os alunos, ao completarem as atividades, reflitam sobre as suas práticas e que apliquem os novos conhecimentos adquiridos. Com um olhar atento do profissional de saúde, é possível vencer a coinfecção TB-HIV”, afirma.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata no mundo e a que mais mata pessoas infectadas pelo HIV no Brasil. Segundo a nova classificação da OMS 2016-2020, o Brasil ocupa a 20ª posição na lista dos 30 países com alta carga de TB e a 19ª posição na lista dos 30 países com alta carga de TB/HIV.

Para a coordenadora geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (SVS/MS), Denise Arakaki, o manejo clínico adequado pode evitar o adoecimento pela tuberculose e também reduzir morbimortalidade pela coinfecção. “A abordagem conjunta é fundamental não somente do ponto de vista médico, para enfraquecer a atividade sinérgica do vírus (HIV) e da micobacteria (M tuberculosis), mas também para atender integralmente as necessidades das pessoas coinfectadas e fortalecer individualmente sua capacidade de enfrentar duas doenças marcadas pelo estigma e preconceito”, diz.

“Além disso, é importante que o profissional de saúde compreenda o seu papel e atue oportuna e precocemente no diagnóstico e tratamento da TB latente e TB ativa em Pessoas Vivendo com HIV/aids (PVHA), evitando com isso o prolongamento do sofrimento da pessoa afetada e a transmissão na comunidade”, conclui Arakaki.

A diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/aids e das Hepatites Virais, Adele Benzaken explica que até 2013, o Ministério da Saúde recomendava o tratamento de PVHA exclusivamente em Serviço de Atenção Especializadas (SAE) ou outros centros de referências para HIV/aids. A partir de 2014, iniciou-se o processo de ampliação de atendimento de PVHA, trazendo dessa maneira a Atenção Básica como opção de local de atendimento para manejo clinico e acompanhamento dessa população.

Para Adele, o curso é uma importante estratégia para capacitação desses profissionais, pois possibilita que o manejo desses agravos seja realizado de forma integral, pelos mesmos profissionais e no mesmo serviço, sobretudo em ações voltadas ao diagnóstico do HIV e da TB e ao uso adequado e oportuno da terapia antirretroviral e do esquema de terapêutico para TB.

“A organização de uma rede de atenção qualificada e multiprofissional é condição fundamental para que os desafios que se apresentam no atual cenário de controle destes dois agravos possam ser superados e resultem no aumento da qualidade de vida e na redução da mortalidade”, afirma a diretora.

Dividido em três unidades, o conteúdo aborda tanto aspectos etiológicos, como psicossociais e clínicos da associação entre as doenças, além dos procedimentos operacionais e as rotinas necessárias para a organização dos serviços que atendem as pessoas coinfectadas. Os casos clínicos interativos simulam situações reais vividas frequentemente pelos profissionais atuantes nas unidades básicas de saúde. São utilizados muitos recursos visuais e de multimídia, tais como animações, vídeos e infográficos, tornando o aprendizado mais dinâmico e agradável.

“Se o profissional de saúde aplicar os novos conhecimentos, é provável que taxas maiores de cura da tuberculose e de adesão ao tratamento para o HIV sejam obtidas”, arremata a conteudista Olga.

Fonte:http://agenciaaids.com.br/home/noticias/noticia_detalhe/26071

Última modificação em Quarta, 15 Março 2017 14:19

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