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MÊS DA MULHER: O ativo papel da princesa Diana na conscientização sobre a aids

  • Terça, 14 Março 2017 17:12

Uma das mulheres mais famosas do mundo no século 20. Perseguida pelos paparazzi. Considerada um ícone da moda e da elegância feminina em sua década. Diana Frances Spencer, a princesa Diana, apelidada de Lady Di, foi uma aristocrata, filantropa e a primeira mulher de Carlos Filipe Arthur Jorge, o Príncipe de Gales. Depois do casamento foi elevada a terceira mulher mais importante da monarquia britânica, ficando atrás somente da rainha Elizabeth II e da rainha mãe. Internacionalmente admirada por seu trabalho de caridade e, em especial, por seu envolvimento na campanha internacional contra as minas terrestres e combate a aids.

 

Nascida em 1961, sua morte foi trágica, aos 36 anos. Vítima de um inesperado acidente de carro, em 1997, na cidade de Paris (França), um grande luto tomou conta do Reino Unido. Mãe de dois filhos --Guilherme, Duque de Cambridge e Henrique de Gales--, 2,5 bilhões de pessoas no mundo acompanharam o seu velório. Mesmo depois de sua morte, ela ainda é considerada a “princesa do povo”.

Em entrevista ao G1, em 2007, a amiga de Diana, Lúcia Flexa, que já foi embaixatriz e secretária de Turismo do Distrito Federal, afirmou que Diana rejeitava os protocolos comuns e sempre buscava ser autêntica. “A princesa, por exemplo, não usava luvas. Ela gostava de tocar, sentir as pessoas.”

Crise no casamento e um passo para a independência

Com pouco mais de dez anos de casados, os príncipes de Gales tiveram uma crise. Em 1992, separaram-se. Em 1996, firmaram oficialmente o divórcio.

Depois do ocorrido, Diana afirmou publicamente que iria se ausentar das atividades humanistas, mas não conseguiu. Lady Di, logo retomou suas ações filantrópicas e se dedicou também aos projetos que tinham por objetivo combater a aids no planeta. Para arrecadar fundos, ela dançou muitas vezes em bailes de gala e chegou a leiloar alguns de seus mais belos vestidos.

Conscientização sobre a aids

A princesa Diana teve um papel ativo na conscientização sobre a aids. Era um momento em que as pessoas tinham medo de simplesmente tocar em alguém que estava infectado. Com suas ações ela mostrou ao mundo que as pessoas vivendo com HIV/aids mereciam compaixão e bondade, como qualquer outra pessoa.

Seu trabalho tinha o papel significativo de desestigmatização da forma de como as pessoas olhavam para aqueles que eram HIV positivos.

Sua contribuição para mudar a opinião pública a respeito da doença foi destacada por Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos, em dezembro de 2001. "Em 1987, quando muitos ainda acreditavam que a aids poderia ser transmitida através do toque, a princesa Diana sentou-se na cama de um homem com aids e segurou a sua mão. Ela mostrou ao mundo que as pessoas com aids não merecem isolamento, mas compaixão e bondade”, disse o então presidente.

Lady Di também fez várias visitas discretas a pacientes com aids. Algumas de suas aparições foram descobertas pela mídia. No entanto, de acordo com historiadores, ela pedia sigilo aos hospitais.

Em 2002, durante entrevista coletiva em Londres, Nelson Mandela elogiou a princesa Diana por seu trabalho no combate ao HIV/aids. "Quando ela acariciava alguém com hanseníase ou sentava ao lado da cama de um homem com aids para segurar a sua mão, ela transformava as atitudes públicas", afirmou.

Mandela encontrou-se com a princesa na Cidade do Cabo, em 1997. O encontro foi classificado como "incrivelmente bom" e resultou em um trabalho conjunto contra a aids. "Ela me impressionou muito quando a conheci, e é isso que eu me recordo dela", afirmou na ocasião.

Em 1991, Diana fez um importante discurso na Conferencia Sobre Crianças e Aids, promovido pelo National Aids Trust. “O HIV não torna as pessoas perigosas. Você pode apertar as suas mãos e oferecer o que mais você puder. Compartilhar o que mais você puder em sua casa, trabalho e playgrounds. Todos nós precisamos estar alerta para as necessidades daqueles que já passam por uma carga pesada de discriminação”, disse Lady Di. Veja no vídeo abaixo.

Banir as minas terrestres dos combates de guerra foi uma das campanhas mais notáveis que realizou. Esse era um trabalho que ela dizia ser apaixonada em fazer.

Ao todo, Diana ajudou mais de 100 instituições de caridade e meses depois de sua morte foi reconhecida com o Prêmio Nobel da Paz.

Seus trabalhos filantrópicos prosseguem através do Fundo da Princesa de Gales. Estabelecido após sua morte, o fundo tem a meta de garantir que as organizações que ela apoiava continuem recebendo apoio. Hoje, a iniciativa ajuda pessoas doentes na África, fornece abrigo aos refugiados em todo o mundo, e mantem a campanha contra o uso de minas terrestres durante conflitos.

Nota

A Agência Aids segue publicando perfis de mulheres que tiveram um papel importante na luta contra a aids ao redor do mundo, durante esta semana, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. A série começou ontem (8) com a história de Elisabeth Taylor.

Fonte: http://agenciaaids.com.br/home/noticias/noticia_detalhe/26066

Última modificação em Terça, 14 Março 2017 17:22

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